Karoshi: morte por excesso de trabalho

Karoshi: morte por excesso de trabalho

Você já ouviu falar em Karoshi? A palavra, de origem japonesa, pode ser traduzida literalmente como “morte por excesso de trabalho”. E representa um fenômeno social que apesar de acontecer em todo o mundo, tem destaque no Japão. A rigidez e a disciplina do país, juntamente com a sua ascensão diante da devastação pós Segunda Guerra Mundial, consolidaram a maior organização da sociedade moderna conhecida, mas também trouxeram inúmeros danos aos seus cidadãos.

O problema foi inicialmente identificado em 1987, quando o Ministério da Saúde japonês começou a registrar os dados após a morte inesperada de uma série de executivos em altos cargos. De acordo com o Conselho Nacional de Defesa para Vítimas de Karoshi, atualmente os números de casos relacionados podem chegar a 10 mil por ano. Assustador, não é mesmo?!  Para tentar evitar que funcionários esforçados se transformem em vítimas, o governo têm aumentado a fiscalização nas empresas e estuda a aprovação de leis que imponham limites a elas.

No Brasil, ainda não existe nenhum registro oficial de Karoshi. Embora o termo já exista no dicionário da Biblioteca Digital do Tribunal Superior do Trabalho. No entanto, a ameaça parece se aproximar quando vemos que os casos de afastamento por depressão e estresse grave aumentaram significativamente nos últimos anos. Aliás, quem não conhece alguém que se entrega ao trabalho de maneira exagerada e desordenada? É possível até que você seja uma delas.

  • Equilíbrio vida profissional e pessoal

Uma pesquisa realizada pelo governo japonês mostrou que 90% dos trabalhadores não compreendem o conceito de equilíbrio entre o trabalho e o pessoal. Quatro entre cinco deles afirmaram, inclusive, que cancelariam qualquer compromisso se o seu chefe solicitasse o trabalho fora do horário normal de expediente.

O cenário é comum, afinal, o mercado é competitivo e demanda uma intensa busca por aprimoramento e resultados. A estabilidade exige dedicação para que a vida profissional e a vida pessoal possam ser organizadas da melhor forma possível, sem que uma prejudique a outra.

Mas, como contrabalancear os dois? Uma boa administração de tempo e o planejamento eficaz são essenciais. Além disso, alguns outros hábitos podem ser destacados, como:

  • Estabelecer prioridades

Definir quais são os fatores mais importantes no trabalho e na vida pessoal facilita a análise de quais são as suas necessidades. Contribuindo para a elaboração de metas e objetivos e a dedicação ao que é mais relevante para você.

  • Organizar a vida fora do trabalho

Organizar o dia a dia do trabalho ajuda a seguir o cronograma durante o expediente. Utilizar recursos como agendas e aplicativos pode ser muito efetivo. O mesmo é aplicável à sua vida doméstica. Se você consegue estruturar os seus compromissos sociais, é mais provável que você os mantenha.

  • Desconectar-se

O desenvolvimento das tecnologias colabora para que, cada vez mais, a linha entre vida profissional e pessoal se confunda. Por isso, é importante que cada um saiba desenvolver uma estratégia própria para lidar com ela. Como desligar o celular corporativo nos finais de semana ou reservar uma hora do dia para checar e responder e-mails, por exemplo.

É importante buscar alternativas para que a morte por excesso de trabalho seja uma realidade cada vez mais distante. Seja no Japão ou em qualquer lugar do mundo. Como você lida com isso?

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